EDUCAÇÃO DE CADA UM PARA CADA UM

Pensada atualmente como uma das principais soluções para resolver os problemas de relacionamento, a escuta é vista sobretudo como uma atitude ou um comportamento. O pressuposto geral é que basta saber a língua falada pelo interlocutor e ter boa vontade para podermos escutá-lo.

No entanto, será mesmo que se trata apenas de boa vontade? Como distinguir, por exemplo, entre uma escuta verdadeira do outro e uma escuta ideológica, na qual predominam, sem que se perceba, interesses de classe, preconceitos sociais, etc.?

Quais os parâmetros que nos permitem avaliar a nossa própria escuta? Onde está a ciência que sustenta esses parâmetros?

Agora que Djamila Ribeiro tem trazido a questão dos Lugares de Fala, podemos atuar em consonância com essa ideia e falar em Lugares de Escuta?

Além disso, seria possível, nos dias de hoje, pensar os sujeitos de modo alternativo e complementar às concepções de identidade e diferença? Seria possível pensar cada pessoa como “única”?

PROGRAMA DO CURSO

4 aulas, de 2 horas cada, pelo zoom.

1a. aula

Concepções de pessoa diferentes da “nossa concepção, ocidental atual”: Ideia de pessoa entre os Bambara (África), Perspectivismo ameríndio (Viveiros de Castro), Idade Média (Foucault, autores Sufis)

2a. aula

Tipologias antigas

3a. aula

Crítica à noção moderna de “tipologia”: astrologia moderna, testes estatísticos, etc.. Estruturas fluídas de diferenciação das pessoas
(1) (sínteses e articulações possíveis entre pensamento atual e pensamento antigo)

4a. aula

Estruturas fluídas de diferenciação das pessoas

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